Ser reflexo de Maria para o Mundo



Gabriel Moraes – Maria: Mãe de Deus, filha predileta do Pai, esposa do Espírito Santo… Com tantas qualificações, Ela vem ao mundo com um propósito: nos levar ao grande Salvador. Maria é Mãe, foi designada pelo Redentor para esse objetivo. Deus olhou para a humanidade e viu a necessidade de uma Mãe para nós – e nos concedeu. É Aquela que nos educa, que nos pega pela mão e, com mais eficácia, quer que nós mesmos, através de seu Filho, possamos nos educar e educar os demais. Mulher forte, guerreira, carregada de virtudes; seu olhar nos acompanha, nos protege, faz nascer fogo dentro de nós. Quer nos acolher, quer nos transformar e, principalmente, quer que sejamos seu reflexo para os demais.


A expressão “ser reflexo” traz em si um grande peso, principalmente quando está relacionada a Maria. Entendendo o que reflexo realmente significa, a palavra refere-se a uma reprodução atenuada, a uma imitação, ou seja, procurar se assemelhar e reproduzir aquilo que estamos querendo. Quando a palavra “reflexo” vem à mente, muitas vezes está ligada com a figura de um espelho, ou talvez o reflexo de um lago.


Ser o reflexo de Maria nos exige, todos os dias, poder nos assemelhar e procurar viver as virtudes de nossa Mãe com fervor, com vontade e com fogo, sabendo que este é o caminho para a santidade.


Qual imagem queremos refletir?


Virtudes como a obediência, a paciência, a vida de oração, a fé, a pureza, são intrínsecas de Maria e procurar vivê-las faz com que possamos vivenciar o cristianismo com mais fervor.


Maria nos ensina que temos que crer em Deus e nos deixar levar pelo seu Espírito, que precisamos ser servos e cumprir com a sua vontade (Lc 1,38). A entrega não é sermos subordinados por algo que não conhecemos, ou por uma promessa de que algo ficará melhor. É mostrar ao mundo que obedecer a Deus, assim como Maria fez, é ser alegre, é buscar a verdade, é viver com o coração flamejando pela transformação.

Maria nos ensina a viver com Cristo através da paciência, da oração e da fé. Ela nos mostra que temos que esperar a vontade do Senhor, de viver intensamente ao seu lado. De lembrá-lo não só pela manhã, ou pela noite em nossas orações, mas em todos os momentos, e nunca perder a esperança da atuação da Providência Divina em nossa vida. Ela demonstrou claramente como ser um exemplo de servo. Ela olhou para o anjo e se ofereceu como a Mãe do Salvador, esteve ao lado de Jesus em todos os momentos e, quando chegou o seu fim, presenciou o sofrimento do próprio filho, pois sabia que sua missão era maior do que a cruz.


Maria nos ensina a viver a sua pureza, a viver a castidade por completo, em pensamento, atos e palavras. E esta é uma das virtudes que se faz muito presente hoje em dia. Lutar contra a sexualidade exacerbada, contra as ideologias que veem o corpo como uma fonte de prazer e não como um templo de Deus, é o grande desafio do mundo de hoje. E ser puro, como Maria foi, é demonstrar para as pessoas que o cristianismo te faz ver a vida como uma fonte de liberdade. E que os vícios do corpo e as corrupções existentes no mundo não te definem e pouco te influenciam.


E essas características, a vivência de se assemelhar a Maria, tanto vale para homens como para mulheres. Muitas vezes a ideia de viver as virtudes de Maria parece ser um aspecto feminino. Parece que as mulheres devem assemelhar-se a Ela, que as mulheres devem ser puras e, já os homens, não necessitam disso. Porém, engana-se quem pensa assim. Ser reflexo de Maria, como os próprios exemplos acima demonstram, é estar mais próximo de Deus, de poder, junto dela, viver o amor completo por quem nos salvou. E isto não está condicionado por características femininas ou masculinas, mas características humanas.


Ser reflexo de Maria é poder reconhecer as nossas limitações. Ver que eu não possuo essas qualidades como Ela e que, de defeitos, tenho inúmeros. É poder permitir ver que talvez o nosso reflexo não seja tão perfeito como quando nós olhamos para o espelho, mas, sim, mais parecido como quando olhamos para aquela lagoa, com imperfeições. Porém, o que mais importa para o coração da Mãe, não é possuir todas as virtudes, mas ter a vontade de querermos estar, cada dia mais, vivendo como Ela. E como nosso Fundador dizia: “Andar, aprende-se andando; amar, amando”. E ser reflexo de Maria, se realiza quando tentamos ser o Seu reflexo.


*Contribuição da Juventude Masculina de Schoenstatt do Regional Paraná 

* KENTENICH, Pe. José. Eu saúdo os Lírios! (Palestra para a Juventude Feminina de Schoenstatt, 12.04.1948, Santa Maria/RS)


Fonte: Site Schoentatt.org


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