ESTUDOS SOBRE AS RUÍNAS DO CONVENTO DE SANTO AMARO DE ÁGUA FRIA - Parte 2



TEMPOS HERÓICOS

OS PRIMÓRDIOS DE SANTO AMARO


Aos inconvenientes da vida avulsa dos missionários acrescia o fato de serem eles em número diminuto em face da ingente tarefa evangelizadora.


Incômodos rotineiros de ordem pratica, como o terem eles "muitas vezes de vir à praça para buscar vinho e hóstias e mais coisas necessárias para as Missões."


Todas circunstancias que induzem, afinal, o Pe. Sacramento a realizar o que desde algum tempo se lhe vinha amadurecendo no espírito. Fundar uma Congregação a fim de multiplicar os opera rios e estabelecer para ela uma sede, onde se recolhessem os seus membros ao voltar das varias Missões. Seria a primeira Fundação de uma ordem religiosa nas Américas.


Naquele tempo, Pernambuco fazia parte do único Bispado brasileiro existente, o da Bahia. A autoridade eclesiástica a quem primeiro se dirigiu na demanda deste objetivo, foi o Vigário Geral de Olinda, apresentando-lhe o plano do seu instituto e requerendo, ao mesmo tempo, uma igreja ou ermida para lhe servir de sede.


A virtude' e o zelo dos padres já eram de sobre conhecidos e apreciados, de maneira que da parte do Vigário Geral que era enato o Dr. Antônio Velho da Gama ano houve a menor hesitação em anuir aos louváveis propósitos daqueles varões apostólicos.


Ofereceu-lhes, para escolha ou a ermida de são João, dentro dos limites de Olinda, ou a de Nossa Senhora de Guadalupe, mais afastada do centro da cidade ou a de Santo Amaro, situada cerca de meia légua para noroeste, onde todos os domingos se celebrava missa, "e era tão pequena que do chão se chegava às telhas com as mãos".

A preferência dos Padres recaiu sobre esta última e por muito boas razões. Era "a mais retirada e conforme ao recolhimento de seus espíritos e própria para os Padres dela saírem para as Missões e se recolherem quando delas viessem com menos alinho pobres e muitas vezes descalços”.


O pároco da igreja do Salvador, que pertencia à ermida de Santo Amaro, o Licenciado Manuel Ferreira Nunes", sem mais, fez desistência dela em favor dos requerentes e conta a crônica que este ato generoso foi naquele mesmo dia recompensado, livrando-o Deus de um tiro de bacamarte que aleivosamente lhe atiraram de noite pela sua janela".


Também o Ermitão de nome Montes Claros que cuidava da igrejinha e residia nela, prazenteiramente renunciou aos seus direitos reconhecendo o maior bem que redundaria a religião se nela assistissem os Missionários.


Sem perda de tempo tomou o Pe. Sacramento posse do modesto templo.

Adicionou à igrejinha uns pequenos aposentos de adobe e para lá se recolheu com seu companheiro.


As parcimoniosas crônicas que os chegaram contam que se realizou enato uma comovente cerimonia de vestidura. Tomou o Pe. Sacramento "por suas próprias mãos, a roupeta, como Fundador, e logo a lançou ao seu companheiro". E ha um pormenor sobre o primitivo indumento que levavam os sócios: "Era a roupeta do pano rústico. Cingiam-se com uma correia, não usavam colarinho e sobre a cabeça barretes de quatro cantos como os demais clérigos". Usavam também um capote do mesmo pano. Era basicamente a mesma indumentária e o mesmo tecido com que se vinham vestindo desde que se decidiram por este figurino na Ilha de são Miguel, antes de partir para as missões, conforme se lê na vida do Pe. Sacramento. E eis como este mesmo manuscrito nos informa dos imediatos acontecimentos: “Aqui se recolheram nestes aposentos provisórios, indo e vindo das Missões até o ano de 1662, em que veio governar esta terra Francisco de Brito Freire o qual vendo o muito fruto que os Padres tinham feito, o rigor e a austeridade com que viviam, e ali naquele retiro eram buscados para as confissões e remédio das almas, deu a ordem com a sua autoridade para que a Igreja se acrescente e se pusesse em melhor forma e, encostado nela, fez à sua custa, um corredorzinho com uns cubículos muito estreitos e pequeninos, medidos pelo espirito da pobreza do Pe. Sacramento e do Pe. João Roiz, e no dia em que pôs a primeira pedra para o aumento da Igreja que foi dia de Nossa Senhora da Encarnação, tomaram a roupeta desta tal Congregação o Pe. Luiz Ribeiro, sacerdote do habito de São Pedro que depois de estudar filosofia e teologia em Lisboa se retirara para a serra da Arrábia aonde fez penitencia alguns anos.


Confessado e dirigido pelo Pe. Quental este o mandou para esta terra a ajudar o Pe. Sacramento e o Pe. João Roiz e veio então com o novo Governador Francisco de Brito Freire". Tomaram também a roupeta neste dia outros companheiros que depois se ordenaram e se espalharam pelas missões.


Logo que se sentiram instalados, com casa própria, cogitou-se em dar cunho definitivamente oficial a nova fundação. Estando vacante a sede do bispado da Bahia, por morte do seu sétimo Bispo D. Pedro da Silva e Sampaio, dirigiu-se o Pe. Sacramento no ano seguinte, ao Cabido da mesma cidade, solicitando a confirmação da licença para a congregação recém instituída, bem como para se praticarem os respectivos estatutos, com o intuito de recorrerem posteriormente a Santa Se, a fim de vincular a obra diretamente à jurisdição pontifícia.


O processo para este reconhecimento por parte do Cabido redundou não só numa aprovação calorosa emanada a 18 de março de 1664, mas ainda em plebiscito significativo de geral apreço e veneração para com os esforçados Missionários quando o Cabido, tendo consultado várias individualidades e grupos da sociedade pernambucana, na sondagem preliminar de estilo, recolheu as mais encomiásticas recomendações. No entanto:


Eram os estatutos tão apertados que era impossível às forças humanas aturarem-se, porque além das regras que davam para os Missionários guardarem fora de casa, em casa mandavam guardar perpetuamente silêncio, andar sempre descalços, jejuns contínuos de todo o ano, e de pão ou farinha e água três vezes na semana, na 6ª feira naquelas horas que o Senhor esteve na Cruz, estavam em oração e faziam uma conferencia espiritual, rezar as horas canônicas no Coro, e as matinas à meia noite, não ter nada no cubículo mais que um banquinho e uma tábua pregada na parede em que escreviam, uma barra com uma esteira e uma manta, não tomarem dinheiro nem ainda de missas, não ter para o seu sustento outra coisa mais que os seus patrimônios, e para mais confiarem na Providencia Divina que lhes acudiria sem pedirem esmolas, não terem servos, mas servirem-se eles mesmos, carregando água e lenha e fazendo a cozinha, cada um a sua semana, e deste rigor se não isentava nem ainda o Prelado que neste tempo tinha o nome de Presidente, e outros muitos pontos mui árduos tinham os Estatutos" .


Não admira que quando revistos em Roma em 1671 foram estes estatutos não recomendados pois pecavam por excesso de rigor". Mas os padres os praticavam "com suma alegria e consolação de suas almas". Transparecia de suas pessoas um halo tal de Santidade que, diz a crônica, ao saírem à cidade ou a vila do Recife" acudiam a eles ou moradores a beijar-lhes as mãos de joelhos como a santos"! E ficaram sendo conhecidos como os padres da Recoleta de Santo Amaro.


De alguma forma já organizados, procurou o Pe. Sacramento melhorar culturalmente os candidatos que vinha acolhendo no seu recém-fundado instituto. Chamou, pois, um religioso para lhes ministrar o ensino de Filosofia e Teologia. Os resultados desta iniciativa foram poucos no aproveitamento dos discípulos, porque o mesmo era confuso. Recorreu ele então aos Padres da Companhia de Olinda para que criassem um curso especial destinado aos estudantes da Recoleta. E era de ver o próprio Fundador se integrando no grupo de ir à cidade, também, para as aulas, a fim de se humilhar, diz o manuscrito de sua vida, e encorajar os outros. E não descuidava de suas outras ocupações de Presidente da comunidade e missionário!


Por este tempo deram-se os Recoletos a um tipo de missões que chamaram de ambulatórias. Sediados em Santo Amaro, saiam eles de dois em dois pelas aldeias de índios e povoações de brancos, atendendo espiritualmente a população da Capitania onde ela se apresentava demograficamente mais densa.


Conforme seu rígido sistema, "não queria o Fundador que os seus missionários se recolhessem em casa de alguém, quando andavam nestas missões; e assim, ordinariamente, se recolhiam nas igrejas, levavam consigo o viático para comerem e o reformavam quando lhes era necessário que comumente eram farinhas secas assadas sobre brasas..."


Mas não negligenciou o Pe. Sacramento outro tipo de missões a que chamavam de pousadas e que consistia em estabelecer eles sua residência entre os índios arrebanhados em aldeias.


Fizeram uma penetração pelo interior de Pernambuco, atingindo as cabeceiras do Rio Capibaribe onde instalaram o núcleo missionário com os tapuais Sucurus tão ferozes que ninguém se atrevia a caminhar por aquelas partes, por medo deles.


Numa outra expedição estabeleceu o Pe. Sacramento outra aldeia em Ararobá, indo a pé numa memorável jornada, cheia de perigos, tomando como caminho o curso de um rio que julgo ser o Ipojuca o qual nasce justamente nas imediações de Cimbres, a missão oratoriana. Fizeram a viagem no período das secas em que o rio se torna enxuto.


Pontilhado de grandes poças d'água nem sempre podiam seguir o leito propriamente e tinham que ir beirando o mato. A comitiva, como era costume do Fundador, prosseguia o seu itinerário no enlevo sofredor de conquistadores evangélicos, cantando o terço e outros hinos que reboavam no mato como mensagem de um novo destino para o misterioso sertão.


Uma terceira avançada missionária foi empreendi da no tempo do primeiro Bispo de Pernambuco, D. Estevão Brioso (1676 - 1683) que solicitara ao Pe. Sacramento fosse a auxilio a cinco aldeias de índios, localizada entre o Rio Grande e Ceará, as quais os Jesuítas, pressionados por atitudes hostis dos homens do presidio local, houveram de abandonar.


Uma "missão que não tinha emolumento ou comodidade alguma" e que foi aceita por puro espirito de cooperação e pelo zelo extremado de missionários, ainda envoltos no enlevo heróico de seu fervor primitivo. Não pode ir pessoalmente dar inicio as novas atividades, o Fundador, por "lhe impedirem os padres e a ocupação das mais missões e governo da casa".


O governo da casa, aliás, se havia, no entanto modificado. Quis o Fundador dar ao Instituto a confirmação pontifícia. Mandou em 1671 o Pe. João Roiz Victoria a Roma como seu procurador para obter do Papa a sanção almejada. Levava o Pe. Victoria os estatutos aprovados já pelo Cabido da Bahia e procurou munir-se das mais altas recomendações. Partindo do Recife dirigiu-se para Inglaterra, cuja Rainha, a portuguesa Dona Catarina, lhe reforçou as credenciais com uma carta ao Vigário de Cristo.

Passando por Lisboa, fez apadrinhar-se pela Rainha Dona Luisa de Gusmões e pelo rei D. Afonso VI que escreve neste sentido uma carta ao Papa e outra ao embaixador em Roma. "Foi o Padre bem recebido pelo Sumo Pontífice que tinha bastante noticias do que esta Recoleta tinha realizado; mandou rever os estatutos para confirmá-los e a resolução foi que pecavam por excesso de rigor, por não ser possível as forças humanas aturar-se tanta austeridade; e assim respondeu ao Padre que, se queria fazer uma nova congregação, tomasse as regras de alguns dos Santos Patriarcas antigos, e que fizesse os seus estatutos acomodados ao seu intento, e que então as confirmaria, e haveria na Igreja uma nova congregação e que, se quisessem serem clérigos sem obrigação de votos, tomassem a regra de S. Felipe Neri. Acomodou-se o Pe. Victoria com o segundo e debaixo da mesma regra e do mesmo Breve, o Papa confirmou a Casa de Lisboa com o titulo de N. Senhora da Assunção e a de Pernambuco com o titulo de Santo Amaro de Olinda".


Com isso passaram os Recoletos de Santo Amaro a ser Congregados do Oratório de S. Felipe Neri. Donde também serem eles chamados por alguns de Néris ou mesmo Quentais pela estreita relação que tiveram com o Oratório de Lisboa, fundado por Bartolomeu de Quental. A almejada aprovação conseguida em 1671, fora uma promoção diante dos olhos dos homens. Era agora uma entidade eclesiástica de direito pontifício, com certas regalias e privilégios, próprios deste estado. Tinham sido, ate então, grandemente conceituados pelos colegas do Clero, pela nobreza e pelo Povo.


QUEM ERA S. FELIPE NERI E QUAL O ESPÍRITO DE SUA FUNDAÇÃO


Felipe Neri é o do numero dos grandes santos que a Igreja produziu no século XVI. Nasceu em 21 de julho de 1515 no mesmo ano em que nasceu S. Teresa d'Avila - em Florença. São seus contemporâneos, S. Inácio de Loiola, Carlos Barromeu, Camilo de Lellis e Francisco de Sales, com os quais tinha amizade.


Perdeu sua mãe aos cinco anos de idade, mas sua segunda mãe o amava muito. Todos gostavam do "Pippo Buono”. Era muito aberto e manifestou uma fantasia original, grande força de entusiasmo e uma predileção bem pronunciada para alegres brincadeiras populares.


No ano de 1533, seu pai o enviou para junto de seu tio Romulo, em San Germano, ao pé do Montecassino. Este tio era negociante e Filipe ficou, no máximo, três anos com ele. Parece que passou mais tempo nas escola de são Bento do que na loja de seu tio. Foi nessa escola que ele aprendeu a amar as experiências espirituais e os antigos eremitas egípcios e a experimentar sua vida na Capela Albaneta, no afamado monte sobre o porto de Gaeta. Em 1536, encontramo-lo em Roma. Sem meios, e conscientemente pobre - na imitação de Cristo - ele encontrou abrigo com o dirigente da alfândega florentina, como educador dos filhos deste.


Muito em breve, encontrou-se com Inácio, de quem aprendeu a "oração interior".

Com ele e os seus, ajudou aos pobres romanos que sofriam miséria no horrível inverno da fome 1538/39; visitou os doentes no hospital de são Tiago, onde encontrou o fundador da afamada Confraria do "Oratório do amor divino". Posteriormente, o seu próprio Oratório tomou como idéia diretriz "Sola caritas - somente o amor".

Filipe decidiu-se, repentinamente, a deixar seus estudos. Vendeu seu livros, exceto a Sagrada Escritura e a "Summa" de Santo Tomás, e deu o dinheiro aos pobres. Perante o crucificado, chegou a decisão radical: "Quem deseja algo alem de Cristo, não sabe o que deseja; quem anseia por algo além de Cristo, não sabe o que anseia; quem trabalha a não ser por Cristo, não sabe o que faz".


A partir de então, os dias foram dedicados ao apostolado nas ruas. Mas ele não fazia ao povo sermões sobre castigo, porém, envolvia os meninos de rua em Roma, os jovens negociantes florentinos, os pequenos proprietários e os artistas empobrecidos em conversas alegres, com respostas sempre prontas, às vezes, também um pouco acerbas e populares, para, quando seus corações estivessem abertos, perguntar de repente: "Quando finalmente, nos decidiremos a fazer o bem?”. - Não podemos ficar atrás do tempo, pois a morte não fica atras dele. - E depois? E então? Então - Também as pessoas do mundo podem santificar-se no meio do mundo e em casa. Nem o comércio, nem o serviço na corte são impedimentos para o serviço de Deus". Finalmente, com 36 anos de idade, em 1551, ele recebeu a ordenação sacerdotal, a conselho de seu diretor espiritual Persiano Rosa. Estabeleceu-se na casada Confraria de "San Girolano della Carita". Foi ai que, após varias provações, começou sua obra própria, o "Oratorium" Ao seu redor formou-se uma comunidade crescente de filhos espirituais, como de um "Pai espiritual" a semelhança dos eremitas antigos. Ele conheceu a quase todos no confissionário. De tarde, reunia-se em sua pequena cela, que logo se tornou muito pequena. Arrumaram então para o Oratorium, uma peça anexa à igreja e que servia de depósito. Foi isto que deu o nome a esta comunidade (1554).


Aprofundava-se ai diariamente, em comum, na Sagrada Escritura, mas não Os com a palavra de Deus no livro sagrado, e sim também com a palavra de Deus encarnada na vida da Igreja e dos santos. Neste recinto, davam a sua resposta em comum, a palavra de Deus, por meio da oração, e a seguir - cada um por si - na ação da caridade nos hospitais ou nos becos da cidade.


Grande foi também seu amor a Mãe de Deus e o cuidado por sua veneração. Umas cem vezes por dia repetia as palavras: "Maria, Mãe de Deus, rogai por mim a Jesus. Mãe e Virgem, Virgem e Mãe, rogai por mim!". Seu empreendimento sempre crescente, os "Oratórios" com hinos e orações populares, com procissões de todo o povo, a peregrinação às sete igrejas da qual também participavam grandes autoridades da corte romana, fizeram com que Filipe entrasse duas vezes em conflito com a Inquisição, primeiro com o Papa Paulo IV e Pela segunda vez, sob o Papa Pio V. Cheio de humildade e com tal encanto ele desarmou as duas vezes, os seus juizes, que chegou a conquistar a especial benevolência desses dois papas. Seu poderoso aliado era Carlos Borromeu.

Em 1564 começou uma nova etapa de sua obra. Como, pela intervenção do Papa, ele foi obrigado a assumir a direção da Igreja florentina romana e sua comunidade, ele fez com que fossem ordenados sacerdotes, três de seus jovens amigos e auxiliares: Tarugi, Brodini e Baronius. Com eles, pela primeira vez, começou uma pequena comunidade de sacerdotes seculares; levavam vida comunitária. Sua tarefa era propagar e realizar suas idéias. Mas o número dos sacerdotes e irmãos Oratorianos aumentou sempre mais, de sorte que se transformou na "Congregação do Oratorium”, que percebeu, claramente, que a vocação e a tarefa que Deus lhe dera só poderia ser concretizada assim: o clero devia ser edificado pelo exemplo de cristãos leigos que, no meio do mundo, levavam vida de perfeição conforme o seu estado. Então, por meio de um clero renovado interiormente, entre o qual seus filhos viviam juntos, como comunidade de sacerdotes seculares, sem votos, o povo devia ser conduzido à vida cristã. Assim, Filipe Neri se tornou o "segundo Apóstolo de Roma”, e precursor dos Institutos Seculares.


No dia 25 de maio de 1595, já com 80 anos de idade, Filipe ainda celebrou a santa missa de manhã, "jubiloso e cantando de alegria". Ninguém com exceção dele mesmo suspeitava sua morte próxima. Como sempre, de noite, reuniram-se todos os seus irmãos, para receberem a sua benção. Às três da madrugada, Filipe Neri faleceu. Apenas dois meses após sua morte, começou o processo de beatificação, que terminou com o decreto de canonização em 14 de maio de 1622.


Elaborado por: Irmã Renate Miriam Dekker

Fotos: Taciana Ferreira

69 visualizações

Endereço

Contato

Siga-nos

Rua José Dias Raposo, 914

Ouro Preto, Olinda - PE

CEP: 53.370-400

CNPJ: 00.751.755/0001-28

Tel: (81) 3439-7066

WhatsApp: (81) 9.8491-5356

Email: santuariomtaolinda@gmail.com

  • Facebook
  • YouTube
  • Instagram

Faça a sua doação

Logo_Amigos_do_Santuário.png